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O Terceiro Setor

A demanda por serviços relacionados à organizações não governamentais, caracterizadas como terceiro setor, é imensa. A sociedade cada vez mais se conscientiza de que precisa dar sua quota de colaboração para a resolução dos problemas comunitários.

Para se ter uma idéia do volume de recursos que envolvem o terceiro setor, estima-se que no Brasil, existam 250 mil organizações não governamentais. Apesar de possuir metade do tamanho do primeiro e segundo setores, em volume de recursos, o terceiro setor tem crescido duas vezes mais rápido, no que se refere a abertura de novos postos de trabalho.

Segundo dados do ISER/97, cerca de 9 milhões de brasileiros são atendidos por organizações do terceiro setor, organizações estas que realizam seu trabalho basicamente com mão de obra voluntária e através de doações de recursos financeiros. Estima-se que as doações realizadas por pessoas físicas chegam à cifra de 1,1 bilhão de reais/ano e o total de recursos movimentados no terceiro setor, incluindo-se ainda as doações institucionais, chegam ao valor de 12 bilhões de reais/ano somente no Brasil.

Como pode-se observar, o terceiro setor vem ganhando força e cada vez mais, são canalizados recursos para o atendimento de serviços que apesar de seu caráter público, são realizadas por organizações sem qualquer vinculo com a estrutura do Estado. Numa análise mais aprofundada, pode-se observar o motivo desse intenso crescimento do setor, que é justamente o de atendimento localizado, de cada situação em particular, o que em termos administrativos poderia-se chamar de customização de serviços, ou seja , o atendimento quase que personalizado das carências da população.

Este tipo de estratégia torna o serviço mais eficaz, reduz sensivelmente os custos da máquina pública e abrange um maior número de beneficiados, uma vêz que os organismos governamentais não tem estrutura suficiente para atender tal demanda reprimida.

Aliado a estes fatores, a população tem cobrado das organizações comerciais e industriais o exercício de seu papel social, levando em consideração o desempenho dessas organizações em ações de cidadania. Portanto, o investimento em programas sociais, ambientais, educativos, esportivos, constitui-se num fator importante para as empresas do novo milênio. Tal fato vem comprovado com a realização em nível nacional e internacional de concursos que buscam destacar as empresas cidadãs. Dessa maneira, as ferramentas administrativas de manutenção de clientes, nesse novo momento do cenário mercadológico, passam pela observação do papel social da empresa na comunidade a qual está inserida e podem constituir-se num grande diferencial competitivo.

     

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